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Reportagem Publication logo October 6, 2020

Podcast: 'A morte dos polinizadores'

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In Lucas do Rio Verde in the Amazon state of Mato Grosso, the terrible effects of one of these pesticides, Paraquat, accidentally sprayed over the population in 2006, can still be seen. It resulted in high cancer rates and the extinction of bees.
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What is happening in the heart of South America where the Amazon forest and Cerrado biomes meet...

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Uma colmeia de abelhas em Eunapolis, Bahia. Imagem de Joa Souza/Shutterstock. Brasil, 2010.
Uma colmeia de abelhas em Eunapolis, Bahia. Imagem de Joa Souza/Shutterstock. Brasil, 2010.

A audição não é exclusividade dos ouvidos! As flores, por exemplo, são capazes de escutar o zumbido das abelhas! Mas só você é capaz de entender esse zumbido como um pedido de socorro . No momento elas estão sendo atacadas pelo uso abusivo dos agrotóxicos! Para além da denúncia, queremos levar você até o Cemitério das Colméias! A série de podcasts A Morte dos Polinizadores é baseada numa reportagem produzida com apoio do Rainforest Journalism Fund em parceria com o Pulitzer Center. A apresentação é da jornalista Mara Régia que tem a bússola para nos levar agora até a Amazônia!


Belterra: colonização devastadora

Enquanto a Amazônia atrai os olhos do mundo para as queimadas e o desmatamento, pouco se fala sobre a morte dos polinizadores, causada pelo plantio da soja e pelo uso abusivo dos agrotóxicos! Esse processo devastador vem de longe e em grande parte é fruto da ganância da ocupação colonizadora que sempre se pautou pela exploração dos recursos naturais. Com ‘ Bela Terra’ não foi diferente!

Localizado na Região Metropolitana de Santarém (Mesorregião Baixo Amazonas), a 724 quilômetros de Belém, esse município paraense herdou a falência de Fordlândia, cidade criada nos moldes da arquitetura norte-americana em uma área de um milhão de hectares, concedida pelo governo do Pará - às margens do Rio Tapajós -, com o objetivo de abastecer a Ford Motor Company com borracha de látex!

Seu Francisco Bezerra Oliveira, cearense de Cedro, conhece bem a saga de Henry Ford em Belterra!

 Há 77 anos é morador da cidade e entende as razões que derrotaram o ambicioso projeto de exploração da borracha em Belterra! A visão privilegiada do passado e do presente é responsável pelo pessimismo que faz com que Seu Francisco traduza até em música sua descrença no futuro!


Os Jandaíras contra a extinção

Olá pessoal, eu sou Marcos Cólon! Diretor de Beyond Fordlândia, documentário que trata dos impactos devastadores da ocupação colonizadora na Amazônia. A série de podcasts de Mara Régia e Elizabeth Oliveira, que conta com o apoio do Rainforest Journalism Fund em parceria com o Pulitzer Center, denuncia na voz e na poesia de personagens locais como seu Francisco Bezerra Oliveira e seu João do Mel a desorientação dos polinizadores causada pelo uso abusivo dos agrotóxicos que, para além dos insetos, afeta as comunidades tradicionais também! Seu João do Mel é um grande exemplo disso! E é ele o personagem central deste segundo episódio.


Desinformação desafia o controle do uso de agrotóxicos

Neste terceiro e último episódio da série de reportagem A morte dos polinizadores, apresentamos um flagrante de como a desinformação contribui para o uso incorreto de agrotóxicos em plantações de pequenos produtores rurais, no interior do Pará. O problema atinge diretamente a população socialmente mais vulnerável, aquela que também tem sido fortemente impactada pelo uso em larga escala desses produtos químicos nos cultivos de monoculturas como a soja, cada vez mais presentes em cidades como Belterra, onde plantações são vizinhas de residências rurais e até urbanas.

Especialistas no tema apontam medidas educativas e de incentivo à pesquisa, além da necessidade de ampliação das ações de fiscalização como caminhos possíveis para enfrentar essa complexa realidade, muito marcada pela permissividade no uso e pela facilidade de aquisição desses produtos no Brasil. Discutem, ainda, a urgência de se resgatar a valorização da floresta de pé como uma real possibilidade de melhoria da qualidade de vida da sociedade, considerando nesse contexto, a importância dos saberes e fazeres dos povos indígenas e outras populações tradicionais, guardiãs de um patrimônio cultural e natural inestimável que tem sido devastado por soluções de curto prazo, incompatíveis com as dinâmicas socioambientais da Amazônia.